quinta-feira, 7 de março de 2013

São Paulo, 07 de março de 2013


Conhecimento é riqueza e poder 

que ninguém pode tirar de você!

Quero aproveitar uma postagem do Facebook  feita pela minha amiga Karina na data de hoje, para dizer algumas coisas aos meus colegar de curso e futuros pedagogos!



Postado por Karina Boccia:


Hoje, durante a aula de "Dificuldades de Aprendizagem", tive uma rápida conversa que me levou à uma reflexão e gostaria de compartilhar especialmente com as minhas colegas de curso. 

Por diversas vezes, ouvi no decorrer dos semestres alguém dizer: "-Não sei como estou aqui, as coisas não entram na minha cabeça, eu tenho muita dificuldade de aprender."
Juntando essa fala com a aula, percebi que ainda no ensino superior existem conflitos interiores que fazem estudantes se sentirem incapazes de serem ótimos profissionais. A timidez, as dificuldades de leitura, de interpretação, de falar em público e de se expressar, ainda atemorizam, especialmente, quem está na área de pedagogia. Mas, como nós poderemos auxiliar nossos alunos, mostrar que eles podem vencer seus medos e dificuldades, se nós mesmas não acreditamos na nossa capacidade? Diferente dos estudos de caso da aula de hoje, nós temos professores que todos os dias de manhã nos dão palavras de incentivo, nos "empurram" para o sucesso e nos fazem enxergar algo além do que qualquer outra pessoa poderia enxergar, então, porquê nos diminuímos tanto? Ainda temos um ano e meio, dois, ou menos que isso pela frente, para vencer essas barreiras. Se chegamos até aqui com todas as incertezas, receios,problemas e insegurança, podemos ir além e ultrapassar tudo isso! 
Fiquei triste com o que ouvi hoje; fiquei triste ao lembrar que mais de uma pessoa abriu mão do sonho de ser professora por não ser mais forte que certas dificuldades. Meninas, eu espero que nesse semestre todas passemos a nos enxergar de uma maneira diferente, com um olhar de alguém que pode chegar aonde quiser; tirar a ideia de que umas sabem mais e outras menos. Estamos no mesmo "barco", o mar não é calmo para ninguém, e se umas conseguem atravessar, todas podem e devem atravessar também; que possamos identificar e trabalhar as nossas próprias dificuldades de aprendizagem hoje, porque amanhã serão nossos alunos que precisarão desse apoio.

Por Juliana Almeida

Todos nós temos dificuldades, o que não podemos fazer é desistir.... Vou dar um exemplo clássico.  Ninguém aprende a andar de bicicleta sem nunca ter subido em uma, começamos nos apoiando em nossos pais, ou rodinhas, e quanto mais a gente anda, melhor a gente vai ficando, até que aprendemos a controla-la. Então você terá o ato de andar de bicicleta como.... vamos dizer," um conhecimento adquirido", e nunca mais vai esquecer!!

 É preciso praticar, se você tem dificuldade em entender os textos por exemplo, repita a leitura, grife palavras desconhecidas, peça ajuda de um amigo, tente buscar exemplos que te ajude a lembrar daquele conteúdo, faça anotações, etc.

Se sua dificuldade é de falar em publico, lembre-se que agora é a hora de falar, tirar duvidas e aprender. Como nossa amiga Karina disse: "Estamos no mesmo barco", ninguém sabe mais do que ninguém, são só saberes diferente, deixe o medo de lado e fale, mesmo que a gagueira venha, ou que por nervoso você venha perder no raciocínio, volte atras algumas vezes, etc. Nós estamos ali para aprender uns com os outros, e se você não falar, ai que nunca vai perder o medo mesmo!!

Eu por exemplo, estou melhorando a cada dia com isso, (sei que ainda tenho muito trabalho pela frente), sempre tive essa dificuldade pra falar em publico, mas a cada aula que eu falo um pouquinho, aquele medo e aquela ansiedade vai diminuindo. E assim como a bicicleta, depois que você pega a pratica, fica fácil, suas falas vão ficando cada vez mais tranquilas e você vai ganhando segurança.

Bom seja qual for a sua dificuldade, não desista, se apoie nos amigos, peça ajuda, corra atras do que você acha que está faltando, só não fique parado!!



"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo." 

(Clarice Lispector)

sábado, 2 de março de 2013



   Amizade



Luíza, bastante apressada e ansiosa, resolveu chegar, com nove semanas de antecedência.Foi uma surpresa e tanto.Bentinho, que mal podia esperar para ver a filha, quando soube da notícia, não pensou duas vezes, largou tudo que estava fazendo no escritório e correu para o hospital.Nunca dirigiu tão rápido em toda sua vida, ultrapassou todos os sinais no transito e subiu pelas calçadas, as pessoas gritavam e xingavam todos os palavrões possíveis, mas Bentinho nem mesmo os ouvia, só conseguia pensar em chegar logo para poder ver sua esposa e sua filha, que segundo a sue amigo, estavam bem.
A gravidez havia sido complicada e Larissa sofreu muito durante a gestação, mas como dizia o velho amigo do casal, “graças ao bom Deus, deu tudo certo”, a menina nasceu com boa saúde, e a mãe estava viva, cousa que os médicos não haviam garantido. A felicidade era tanta que Bentinho quis fazer uma festa para comemorar a vinda da menina.
     - Quero dividir com todos os meus amigos a alegria que estou sentindo por ser pai, ainda mais de uma menina tão linda como você, não é mesmo minha princesa.-Dizia ele enquanto fitava Luíza.
     E foi o que ele fez. Um grande churrasco para os parentes e amigos mais chegados. Luizinho, que era seu amigo de infância não podia faltar, além de ser como um irmão para Bentinho Luizinho nomeara seu amigo como sócio da empresa, e graças a ele Bentinho conquistou estabilidade financeira para manter sua mais nova família. Não fazia mais que dois anos que havia se casado com Larissa.
     -Deixa-me ver minha afilhada linda. -Disse ele aproximando-se de Larissa que estava com o bebê no colo. A menina era miúda e parecia ser tão frágil que algumas pessoas ficavam com medo de segurá-la. Mas era só a aparência de quando nascera, afinal de contas era um bebê prematuro.Mas Luíza cresceu e ganhou peso muito rápido, tornou-se uma criança totalmente saudável e com muita energia.
    -Meu pai do céu, essa menina me destrói tudo! Gritava a mãe desesperada.
    -Ah, criança é assim mesmo, e além do mais é você quem deixa as coisas ao alcance dela. -Respondeu Bentinho pegando os pedaços de uma pedra de cristal que Larissa havia ganhado. A amiga que deu o presente disse que era para trazer boas energias.
    Bentinho acabava sendo mais paciente com Luíza, talvez porque não estivesse com a menina o tempo todo, devido ao trabalho no escritório, como a mãe. A cada final de semana ele inventava  um passeio diferente para levar sua família, mas nem sempre Larissa os acompanhava, muitas vezes o pai acabava indo sozinho com a filha. Uma hora era no parque de diversões, outra no teatro, no shoping, isso quando não pegava o carro e descia a serra para ir a praia. Mas Luíza não se importava muito com o lugar, a menina ficava tão feliz ao lado do pai, que pra ela não fazia diferença estar num nem belo parque ou na pracinha que havia perto de sua casa.
     Quando Luíza completou sete anos de idade Bentinho lhe deu uma boneca.Os cabelos eram longos e loiros e o vestido na cor rosa com detalhes em branco.Logo a boneca se tornou a preferida da menina. Escolheram por chamá-la de Beti, quando seu pai lhe deu a tal boneca, também revelou um segredo. Disse a Luíza que as bonecas tinham vida própria quando não havia seres humanos por perto, disse também que elas eram rápidas demais ao se moverem, e por isso nunca ninguém descobriu.
     -E como você sabe disso papai?
     -Eu tenho um amigo que fabrica brinquedos e ele sabe de tudo, mas só me contou porque sabe que eu sou de confiança. E agora só estou lhe contando porque confio em você também. Não vai me decepcionar em princesa?
     A partir daí Luíza não largou mais a boneca, para todo lugar que fosse, Beti tinha que ir também. Tornaram-se amigas inseparáveis. Luíza sempre pedia para que Beti conversasse com ela, mas ela não respondia.
     -Beti, fala comigo...Sou sua amiga e não vou contar pra ninguém seu segredo. Eu prometo...
     Às vezes Luíza saia do quarto à noite, e voltava bem de fininho para ver o que Beti aprontava quando ela não estava por perto, mas ou a boneca era muito rápida mesmo, ou era porque desconfiava da intenção da menina ao sair do quarto e não se movia.
    Mas teve um dia que Luíza foi mais esperta que Beti, Luizinho a chamava para sair, já que o pai da menina não estava presente por motivo de trabalho, que deixara acumular no escritório.Então Luíza fechou Beti no quarto e a deixou sentada em sua poltrona rosa, que dava de frente com a porta. Ao olhar pelo buraco da fechadura Luíza não podia acreditar no que seus olhos viram...Era Beti, sua boneca preferida, a amiga para a qual contava todos os seus segredos... Cantava e dançava ao som da música que Larissa ouvia alto. Parecia uma bailarina, seus passos eram perfeitos, sua leveza encantava a qualquer um. E Luíza ficou ali, parada e boquiaberta, por um bom tempo. Não conseguia parar de espiar pela fechadura, foi quando Luizinho apareceu e disse em voz alta:
     -Oi Lu!...Você não vai levar a Beti pra passear com a gente? -Luíza assustou-se, e para não dizer nada a ele, desceu as escadas correndo para contar ao pai o que viu.
     -Mamãe eu preciso ligar para o papai.
     -Não meu amor, seu pai está trabalhando, mais tarde você fala com ele.
     Luíza não insistiu muito, porque só depois pensou na possibilidade da mãe ouvir a conversa. Mas também não quis ir para lugar nenhum, foi para o quarto e contou para Beti tudo o que viu, dizendo a ela que não precisava mais esconder nada.
     -Tudo bem, acho que posso confiar em você. Mas Luíza isso é muito serio ninguém pode saber. -Dizia a boneca
     As duas amigas conversaram a tarde toda, a voz de Beti era tão doce e suave, que Luíza ficou mais encantada ainda. Era um sábado e já passava das nove da noite, quando Luizinho entrou no quarto da menina e disse:
     -Precisamos conversar minha lindinha!
     -Cadê o papai?
     -É exatamente sobre isso que vamos conversar.
    Luizinho muito preocupado com a reação da menina escolheu muito bem as palavras para explicar o ocorrido, mas o sofrimento era inevitável. Como dizer a uma menina de oito anos de idade, que ela nunca mais veria o pai que tanto amava, como dizer a ela que a vida estava tirando-lhe uma pessoa tão especial, senão a mais especial de todas. Pensava ela agora, em todos os momentos que passara com o pai, nos passeios de barco, nas tardes de sol na praia, ou até mesmo quando brincava com seus amiguinhos na pracinha perto de casa e o ouvia chamar docemente:
    -Vamos minha princesa, já esta ficando tarde.
    Não foi possível controlar, a menina caiu no choro e nem a mãe conseguia acalmá-la. Foi uma noite de cão para todos os familiares e amigos, que sempre tomaram a família de Bentinho como exemplo, alguns até os invejavam, mas estava tudo acabado, Luizinho contou a história que ouvira de um pedestre que estava presente no momento do acidente, mas o mesmo logo desapareceu. Foi um bêbado estúpido, que vinha na contra mão,quem causou o acidente, tirou a vida de um homem de família. Bom pai, bom marido e bom amigo! Luíza e Larissa que o diga.
    Larissa colocou a filha pra dormir e ficou ao lado da menina até que seus olhos fechassem. Assim que a mãe saiu do quarto, Luíza levantou-se, pegou a boneca no colo e perguntou:
    -Por que Deus deixou meu pai morrer?
    -Luíza não fica triste. Deus só quis levá-lo pra perto dele um pouco mais cedo, além disso, seu pai esta muito chateado com você, ele não gosta de te ver assim. Ele pediu para eu dizer, que te ama muito e que vai ficar te olhando lá de cima enquanto vocês não se encontram.
    -Você pode falar com ele?!
    -Sim, e você também, ele estará sempre por perto, e te responderá, se você assim acreditar. É só você prestar atenção nas coisas ao seu redor.
    -Mas eu não posso vê-lo?
    -Luíza você pode tudo é só acreditar, pense que é o amor que vocês sentem um pelo outro que os mantêm vivos. Quando seu pai estava trabalhando você também não podia vê-lo, não é mesmo?
    -É.
    -Mas é só fechar os olhos que você o verá. Por que você não tenta?
    Luíza adormeceu tranquilamente  Sonhou a noite toda com pai, e no sonho Bentinho confirmara tudo que Beti dissera a menina. No dia seguinte Luíza contou a sua mãe que sonhou com o pai. Larissa abraçou a menina, muito aliviada por não vê-la chorando novamente. Foi quando Luizinho entrou e abraço-as afetuosamente. Larissa e Luizinho ficaram ali por um bom tempo, abraçados e mirando-se um ao outro. O amigo como sempre estava presente e agora com certeza cuidaria da mulher e da filha de seu melhor, senão único amigo.

Almeida, Juliana Aparecida.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Rompendo Paradigmas

Nós professores, precisamos de muitas aulas
para compreender que não se deve dar aula!
Por Juliana Almeida


"Nós compreendemos que
o ato de aprender é um ato de relação,
não está centrado no aluno nem no professor"
José Pacheco

 Foi José Pacheco, um educador português, idealizador da escola da ponte, quem nos disse em uma de suas palestras, "é preciso muitas aulas para entender que não se deve dar uma aula", e realmente ,a aula que conhecemos onde o centro de tudo e de todos é o grande mestre, ou professor, aquele que tem o conhecimento. Bom, isso não funciona, principalmente nos dias de hoje. Os tempos mudaram, muitas gerações se passaram, vivemos no mundo da internet, onde a informação vem em grande quantidade e com muita facilidade, mas a escola continuou a mesma.
    Vivemos num tempo onde o aluno pode discutir de igual para igual com seu professor, o conhecimento está ai para todos.
E como lhe dar com uma geração que já chega na escola com tantas informações? 
    O professor não tem que mais que ser o centro de tudo, ele não é o único detentor de conhecimento, cada individuo pode aprender e ensinar muitas coisas. É preciso criar um ambiente de camaradagem e troca de experiências, o professor deve ser o mediador entre o aluno e o conhecimento, ajuda-lo a filtrar aquilo que pode ser importante, dar a direção, sempre respeitando a individualidade de cada um.
    Nossa educação não pode se preocupar em apenas passar os conhecimentos já existentes, fazer nossas crianças decorarem datas, nomes e períodos que um dia alguém disse que eram importantes. Nossos pequenos cidadãos precisam criar suas próprias histórias, serem ativos em sociedade, pensarem no coletivo, serem capazes de refletir sobre assuntos diversos e darem suas opiniões de maneira critica.
    A escola da ponte, que foi idealizada por José Pacheco, oferece aos alunos todo apoio e direcionamento, a partir dos interesses dos mesmos. Não há uma cobrança porque eles aprenderam e hoje sabem que precisam da escola, e que precisam uns dos outros para se desenvolverem.
    A vida é muito mais que  gramatica ou matemática, vamos deixar nossos jovens livres para descobrirem seus talentos, podemos ajudar direcionando-os para aquilo que eles gostam e se acham bons! Só assim o sucesso será garantido, para eles e para um país melhor!




Salve a Nossa Educação
E assim teremos um futuro melhor!


São Paulo 14, de dezembro de 2012
Por Juliana Almeida

Olá amigos!
Informo que este blog foi criado para expor situações de estudos,  pesquisas, matérias e acontecimentos relacionados à Educação e à visão de mundo. Olhe em volta e diga, o que você vê? Falta segurança, saúde, educação de qualidade, emprego digno, falta sensibilidade, solidariedade, indignação, e falta sobre tudo ação!! As pessoas acham normal tudo que acontece neste mundo, estão acomodadas e condicionadas ao sistema. A educação, por sua vez, que deveria propor transformação, tem sido na verdade reprodutora desta sociedade desigual  e cheias de preconceitos! Precisamos de uma educação que proporcione a construção de uma autonomia, que nos leve a refletir sobre temas diversos e que nos faça sobretudo humanos. Queremos formar cidadão ativos, que saibam pensar por si, que saibam questionar e lutar pelos seus direitos!

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa
daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que 
observam e deixam o mal acontecer."
( Albert Einstein)